quarta-feira, 6 de abril de 2011

Entrevista - Chaos Inc

A banda de Death Metal CHAOS INC, foi formada em 2008, pelo baterista Daniel "Koervo" da Silveira (ex SOUNDER) e o guitarrista Fernando "Zozi" da Silveira, para executarem segundo eles um Death Metal sólido, mórbido e caótico. Em 2009, veio então Maicon Alves para segunda guitarra e por último em 2010, Cristiano "James" assumindo o vocal e baixo. Com a formação sólida a banda gravou seu primeiro EP intitulado "Let the Chaos Begins". Num bate-papo rápido com os integrantes da banda, eles comentam sobre suas influências, o lançamento do EP entre outras coisas.

MR – Vamos começar com uma pergunta clássica! Como surgiu o Chaos Inc? Todos você já se conheciam? Qual era a idéia inicial?

Koervo: Eu e o Fernando nos conhecemos através de outra banda que eu tocava, ele foi ajudar um amigo nosso, o Drogas [o nome não tem nada a ver com o significado da palavra! É apenas relativo ao nome Douglas! (Risos)] a levar equipamentos para fazer um teste para entrar nesta banda, e coincidentemente descobrimos os gostos parecidos musicalmente. Desde então toquei outros estilos que com o tempo me deixaram com vontade e aptidão cada vez maior de tocar metal extremo, e foi aí que nós começamos os primeiros rascunhos.

Zozi: Bem, o Maicon eu conheço desde a 5ª série, e quando pensamos em chamar outro guitarrista, foi meio que natural para mim, chamá-lo para o posto, pois tocávamos juntos a algum tempo e ele aceitou prontamente nosso convite. O James já foi diferente, pois fizemos alguns anúncios no Orkut para realizarmos alguns testes, e então o escolhemos para o posto. Antes dele já tivemos alguns outros vocalistas, inclusive bem no inicio da banda, quem cantava era o Koervo. Já baixistas, tivemos 4 nesse tempo, inclusive na gravação ainda não estava decidido que o James assumiria o posto, então para não perdermos tempo, eu mesmo gravei o baixo! Foi uma grata surpresa o James tocando e cantando, pois assumiu bem o posto, e conseguiu conciliar muito bem as duas coisas! Pois antes ele sempre estava com uma cerveja na mão enquanto cantava rsrs.

Maicon: Eu conheço o Fernando faz um tempo como ele disse, eu sabia do contato dele com o Koervo e que tinham um projeto, após um tempo o Fernando me chamou pra tocar com os dois, não éramos da mesma banda na época mas tocávamos juntos a um tempo ai foi natural isso acontecer.

James: Conheci o Koervo numa comunidade do Necrophagist no Orkut, ele estava procurando um vocalista e aqui estamos hoje.

MR - Qual a influência musical de cada um de vocês? E de que forma ela aparece no som que vocês fazem?

Koervo: Minhas influências musicais vão de MPB até Death Metal quando estou no papel de ouvinte, mas quando toco só me satisfaz o que eu puder tocar com todas minhas energias!

Zozi: De uns tempos pra cá, eu venho ampliando bem minhas influências, escutando bandas de rock como BLACK STONE CHERRY e JOE SATRIANI até o Death Metal de bandas como SUFFOCATION e KRISIUN. Inclusive até Michael Jackson está na minha lista de reprodução no computador (risos). Creio que esta gama de influências ajuda muito na hora de compor, não ficando vetado a uma “mesmisse” no som!

Maicon: Tenho influências de tudo o que o meu ouvido acha que é extremo ou pesado, extremo igual a BEHEMOTH e CANNIBAL CORPSE, pesado igual a GOREFEST, e também o EXODUS que tem guitarras destruidoras.

James: Minhas influências também são variadas, do Heavy tradicional ao Black Metal, da musica Clássica ao Rock’n Roll.

MR – Sobre o EP "Let the Chaos Begins", vocês conseguiram num período curto desde a formação da banda lançar um Ep, coisa rara entre as bandas nacionais do mesmo gênero. Como se deu esse período de composição e gravação?

Koervo: Esse curto período foi alcançado graças ao foco da banda em compor com profissionalismo e coesão. As composições praticamente estavam prontas a um bom tempo, porém o mais difícil na banda foi solidificar uma formação, antes do James passar no teste da banda, foram testados aproximadamente 666 vocalistas...(risos) ...talvez uns 10 na verdade, mas foi a parte mais cansativa! Após bem treinados, decidimos gravar no Datribo, para somar a experiência do grande Ciero que vem trabalhando já com bandas como Krisiun, Torture Squad, Ratos de Porão para chegar em uma sonoridade mais sólida possível!

Zozi: Nós vínhamos ensaiando estas músicas ‘freneticamente’, inclusive eu gravei cada uma delas cerca de 10 vezes por semana, então quando entramos no estúdio sem nenhuma dúvida em relação as composições, fizemos seções muito rápidas surpreendendo inclusive Ciero, que acompanhou e nos ajudou em todo o processo de gravação e mixagem. Devido a geralmente iniciarmos os trabalhos no período da tarde, saíamos tarde do estúdio, e isso acabou me rendendo duas DP’s [NR dependencias] na faculdade! (risos)

Maicon: É como o Zozi disse, vínhamos ensaiando iguais loucos e já tínhamos em mente como seria. O fato de o Ep ter saído rápido, eu acredito que se deve à nossa ótima comunicação e isso ajudou pra que tudo acontecesse de forma rápida.

James: Em nossos ensaios somos bem focados, então foi bem natural ter todas as músicas em mente em pouco tempo. Levamos esse foco para o estúdio e tudo aconteceu naturalmente, se não me engano inclusive, fomos ao estúdio umas 5 vezes sendo que 2 só para masterizar e mixar.

MR – Qual a principal temática encontrada nas letras de "Let the Chaos Begins"?

James: Críticas sobre a submissão religiosa, hipocrisia e tudo o que vemos de ruim em nosso cotidiano.

Zozi: Temos até uma música que fala sobre o Jack Stripador, isso sim é coisa ruim! (risos)

MR – Vocês já há algum tempo estão realizando uma série de shows. Como tem sido a receptividade do público em relação às novas músicas?

Koervo: Vem sendo muito positiva, temos muito a melhorar pois executamos um estilo praticamente ilimitado em possibilidades, mas até agora só recebemos elogios nos shows!!!

Zozi: Fazer shows é algo sensacional, pois você ver gente agitando seu som é algo impagável! Nós tivemos êxitos nos shows, e o pessoal parece estar curtindo bastante, pois sempre vem algumas pessoas comentar ‘porra, o som de vocês é do caralho!’. Queremos fazer a maior quantidade de shows, pois é pra isso que uma banda existe.

Maicon: Sempre acho que as apresentações vão ser uma merda, devido as situações encontradas, como falta de aparelhagem, baixa divulgação dos eventos, fatos que são infelizmente corriqueiros no underground, mas quando tocamos, vejo que o público fica impressionado, mas sinceramente vejo poucas pessoas agitando, mas vejo muitas que não imaginava que parariam para nos ver e lá estão elas, prestando atenção nos detalhes do nosso som.

James: Temos uma boa resposta, normalmente os bangers ficam parados por se tratar de uma banda nova, então querem prestar atenção no som que é diferente do que estão acostumados. O pós show sempre foi positivo. Tenho a consciência sobre a situação do nosso underground atual, sobre as casas, aparelhagens, divulgação e por ai vai , nunca acreditei que seria fácil, talvez se fosse não teríamos tanta vontade como temos.

MR - Sabemos que o mercado nacional em relação ao Death Metal ainda atua de uma forma muito independe. Como vocês o vêm?

Koervo: Acredito que a música de composições próprias no Brasil é muito desvalorizada. Em grande parte da diversidade de estilos existentes aqui muitos músicos tem que dar um “jeitinho” para comprar seu equipamento, e conciliar a banda com um trabalho ou estudo... esperamos que esse período passe logo (risos).

Zozi: Isso que o Koervo disse infelizmente é fato no cenário underground, pois shows de bandas covers têm muito mais público do que bandas de som próprio. Eu também gosto de ver shows destas bandas, pois não temos oportunidade de ver grandes bandas por aqui por um preço acessível, porém acaba faltando espaço para quem está começando a divulgar seu próprio som. E como dizia o Ciero, nós que queremos tocar Metal temos que pensar que sempre teremos gastos, pois é um tipo de som que exige bons equipamentos, se não fica um som inaudível, e não temos nenhuma ajuda em relação a isso, inclusive estamos precisando de amplificadores, se alguém quiser ajudar, será muito bem vindo (risos).

Maicon: A cultura brasileira não colabora e nunca vai ter colaboração para o estilo Death Metal ou qualquer outro estilo dentro daquilo que nós chamamos de metal, lá fora já é difícil ganhar algo com o estilo, e quando falamos de ‘Brazilian Death Metal’, a coisa se torna mais difícil.

James: Como eu disse acima, sabemos que não é fácil, mas estamos batalhando. Não vejo problema no trabalho independe quando bem feito, conheço muitas pessoas que trabalham em prol da cena extrema de maneira independente, todos devemos muito a essa paixão que sentem pelo metal extremo.

MR – Muito obrigada pela entrevista! E eu gostaria que vocês deixassem um recado para os nossos leitores.

Chaos In.c: Nós que agradecemos esta oportunidade e iniciativa do MR, e estamos muito felizes com a resposta das pessoas em relação a nosso material e a presença nos shows, pois sem o público não há show!

Convidamos todos os leitores a nos verem em breve e continuaremos divulgando nosso material o máximo que pudermos. Nosso som pode ser conferido no www.myspace.com/chaosincextreme e www.youtube.com/chaosincx , confiram!

- Entrevista da banda Chaos Inc concedida ao Portal Revolution, realizada pela Coordenadora do Portla Juliana Lorencini.

domingo, 3 de abril de 2011

Coletiva de Impresa Ozzy Osbourne - Abril de 2011

Por Juliana Lorencini
Fotos Time4Fun

Nesta sexta-feira (1), o “Príncipe das Trevas”, Ozzy Osbourne, 62 anos, concedeu aos jornalistas uma entrevista coletiva realizada no Hotel Tivoli, onde falou sobre sua turnê, a família, as drogas entre curiosidades. Numa entrevista bem humorada, marcada para divulgação da turnê do seu mais recente álbum Scream, Ozzy mostra porque é um dos ícones do rock ‘n’ roll mundial.

“Hoje, eu controlo a minha loucura. Parei de beber, fumar e usar drogas. Mas nunca vou parar de tocar”. É assim que abrimos à tarde, com uma afirmação que foi capaz de imediato arrancar um sorriso e uma respiração de alívio dos fãs e também jornalistas presentes. “Farei shows até morto”, gritou.

Quando a pergunta é sobre uma possível volta a estrelar um programa de TV, assim como fez em “The Osbournes”, reality show exibido de 2002 a 2005 na MTV.

“Não... rock ’n’ roll! Televisão é para preguiçosos”, exclamou. “Fomos convidados para fazer apenas uma participação em ‘MTV Cribs’ [outro reality show da MTV dos EUA], e depois para fazer um programa que fosse uma extensão dele. Tente ter uma câmera em sua casa 24 horas, por sete dias da semana, enquanto sua mulher tem câncer e seus filhos, problemas com drogas. Você fica ‘fucking loco’”, gesticulando fortemente com as mãos a altura da cabeça.

Como sempre se espera outro assunto sempre abordado nas entrevistas dadas por Ozzy, são as drogas e suas inúmeras experiências no mínimo engraçadas em decorrência das mesmas, e mais uma vez Ozzy faz graça “Já não bebo e não fumo, os meus anos de festa foram incríveis. Hoje estou no controle da minha loucura. Tem muitos momentos em que gostaria de apagar, mas eu não lembro deles.”

A respeito do aparecimento de novos fãs, já que nos dias de hoje muitos jovens ainda se tornam fãs e tem Ozzy como uma de suas principais influências, além dos mais antigos que ainda preenchem as primeiras fileiras de suas apresentações “Só agora percebo o quanto estou velho. Quando olho para a platéia e vejo jovens e crianças ao lado de senhores gritando juntos”

Ozzy também escreve para o jornal Inglês The Times, na Inglaterra e fala sobre sua experiência como Doctor Ozzy, dando dicas sobre relacionamentos. A idéia inicial veio de jornais da Califórnia onde isso é muito freqüente, e que criou isso como uma brincadeira, mas com tanta mídia ao seu redor mesmo não querendo mais fazê-lo, ele precisa e ainda comenta “Eu achei que não fosse saber responder. Mas eu sei tudo. Os leitores me falam: ‘Tenho uma mulher e não agüento mais transar com ela’. E eu respondo: ‘Largue sua esposa e arrume uma namorada’”.

Uma das perguntas freqüentes e ansiada pelos fãs teve uma resposta muito direta e franca, quando indagado sobre uma possível volta com a banda que o consagrou como vocalista, o Black Sabbath “Há chances de eu voltar a cantar com o Black Sabbath. Só não sei quando e como”.

E sobre o Rio In Rio, será que o roqueiro teria alguma recordação de sua apresentação que foi uma das mais marcantes no festival em sua primeira edição em 1985? “Lembro muito bem desse dia. Foi um dos maiores palcos em que já cantei. Os brasileiros são apaixonados por música” “Eu me lembro bem, foi algo enorme, estávamos no maior palco. As pessoas no Brasil amam música, são realmente apaixonadas. Sinto sempre essa paixão quando venho aqui, amo vir ao Brasil”.

E como é para Ozzy conciliar a família e a vida de shows ao redor do mundo, “Quando estou em casa eu só recolho cocô de cachorro. Mas, aqui entre vocês, sou um rei” e ainda acrescenta que é um cara com uma vida normal e que respeitar os fãs é o mais importante sempre.

Ozzy ao ser questionado sobre sua biografia "Eu sou Ozzy" (Editora Benvirá) e em uma comparação com a do roqueiro Keith Richards [guitarrista do Rolling Stones], também famoso por grandes feitos de loucura no decorrer de sua carreira e que lançou sua biografia recentemente, demonstra não gostar muito. Segundo Ozzy com os material que sobrou deste seu primeiro livro ainda poderiam ser escrito muitos outros e mais "Biografias de músicos de rock 'n' roll são sempre a mesma história: eles quase morrem, amam o que fazem...".

Já quando a pergunta é se Ozzy escuta bandas mais atuais, ditas como novas e o que ele andava ouvindo, a resposta é quase que imediata “Olha, eu não ouço Justin Bieber, não acho que ele estará aqui em 40 anos como estou hoje. Eu gostava da... Esqueci o nome daquela porra... Lady Gaga! Mas agora ela está chata pra caralho”. Arrancando muitos risos de todos ali presentes incluindo do próprio Ozzy! Recentemente após grande repercussão em uma entrevista onde demonstra não conhecer o cantor Justin Bieber, gravou um comercial com o mesmo para a TV americana.

E ainda o cita em mais um trecho, quando comenta que ele faz música há 42 anos e que já viu muitas mudanças e não sabe quem o irá substituir, com certeza não será o Justin Bieber. “Novas bandas irão surgir, mas há espaço para todos”.

Sobre sua escolha pelo guitarrista Gus G. Ozzy que é famoso por escolher guitarristas desconhecidos do grande público, argumenta “Escolho pessoas desconhecidas para tocar comigo porque eles têm fome de tocar” e complementa “O Gus tem isso, os grandes já não tem essa vontade de crescer”.

Nessa turnê brasileira, a banda de Ozzy é formada por Rob Blasko Nicholson (baixo), Tommy Clufetos (bateria) e Adam Wakeman (filho de Rick Wakeman, que já participou de alguns álbuns do Black Sabbath na década de 70).

Referente ao setlist dessa turnê comenta “Se fosse colocar todas as músicas, minha apresentação duraria cinco dias. Mas sempre fazemos alguma coisa diferente”. Ao ser questionado se este poderia conter alguma "surpresa" nas próximas apresentações no Brasil, Ozzy mais uma vez brinca. “Se eu sobreviver, já será uma surpresa”.

sábado, 2 de abril de 2011

Iron Maiden - 26-03-2011 - São Paulo - SP (Estádio do Morumbi)

Por Leandro Cherutti

Sem titubear podemos dizer que São Paulo é a capital brasileira do rock, a cidade vem recebendo uma enxurrada de shows nos últimos anos, passando por todas as vertentes dentro do estilo, e foi em um sábado de muito calor, que a metrópole recebeu de braços abertos, a maior banda de Heavy Metal britânica e talvez do mundo, Iron Maiden, que esta percorrendo os quatros cantos do mundo com a turnê “Final Frontier World Tour”, abordo do conhecido Ed Force One. Era grande a movimentação de fãs ao redor do estádio Cícero Pompeu de Toledo, vulgarmente conhecido como Morumbi, todos em uma grande confraternização, pessoas de vários estilos e idades, unidos com um único propósito, proporcionar ao Iron Maiden, o mesmo que eles vieram lhes dar, um grandioso espetáculo.

A noite de shows teve seu início com o Cavalera Conspiracy, banda formada pelos irmãos Igor e Max Cavalera, dois grandes nomes do rock mundial e ex-integrantes da banda Sepultura, subiram ao palco aproximadamente as 19h25, com Max Cavalera (Guitarra e Vocal), Igor Cavalera (Bateria), Marc Rizzo ( Guitarra) e Johny Chow (Baixo). Com uma frase típica de Max “Vamos agitar esta porra” a banda deu o pontapé inicial e de cara mandaram a fantástica “Warlord” faixa com uma pegada Thrash Metal incrível, sem deixar os fãs respirarem, “Inflikted”, canção do álbum de estréia, serviu para abrir as primeiras rodas na pista do Morumbi, a recém saída do forno “Killing Inside” veio para grudar em mentes alheias um refrão pegajoso, em seguida mais duas novas “Torture” que com apenas 1 minuto e 51 segundos implantou o caos no local, a próxima foi “Thrasher” ambas do novo trabalho “Blunt Force Trauma”.


O calor estava intenso, mas incrivelmente Max usava uma robusta blusa de frio camuflada, talvez uma tentativa de perder alguns quilos, Igor manteve a precisão e técnica em sua bateria, localizada ao fundo palco, o show teve seqüência com ”Sanctuary” que possui um riff muito peculiar lembrando o Sepultura na fase do álbum “Beneath The Remains”, “Terrorize” colocou mais fogo na apresentação, mas o melhor ainda estava por vir, passando da metade do set list, vieram alguns sons das antigas, Sepultura na área, “Refuse/Resist” som de 1993 do aclamado cd Chaos A.D. ,“ Territory” que possui um ótimo vídeo clipe e que rendeu bons frutos ao Sepultura na época, ganhando o prêmio de melhor vídeo clipe Brasil pela Mtv, fez com que todos bangueassem.

“Wasting Away” faixa de um trabalho paralelo de Max nos anos de 1994 e 1995 também foi lembrada, mais uma do primeiro release Inflikted, deu as caras no set list “The Doom of All Fires”, uma música que é referência mundial em questão de metal extremo entrou em ação “Troops Of Doom” de 1987 do intitulado “Schizophrenia” e novamente grandiosas rodas se abriram, atendendo ao pedido de Max, para finalizar esta noite do Cavalera Conspiracy, foi escolhida a faixa “ Roots Bloody Roots” do último cd gravado por Max a frente dos vocais do Sepultura, muito cantada foi um dos pontos altos da noite.

O vocalista interrompe a faixa em sua metade e puxa um coro “Olê, olê olê Cavalera”, mas o público não aderiu e gritou “Maiden, Maiden” mostrando uma enorme falta de respeito com a banda que se dedicou tanto em fazer o melhor em cima do palco, Max não satisfeito retomou o grito e sem êxito retomou a música e finalizou a belíssima apresentação se agradecendo e jogando uma bandeira do Brasil aos fãs, faziam 16 anos que os irmãos não tocavam juntos na capital paulista.

Set List

Warlord
Inflikted
Killing Inside
Torture
Thrasher
Sanctuary
Terrorize
Refuse/Resist
Territory
Wasting Away
The Doom Of All Fires
Troops Of Doom
Roots Bloody Roots

O horário oficial de Brasilia se aproximava das 21horas, quando a faixa da banda britânica UFO “Doctor Doctor” começou a ecoar na grandiosa acústica do estádio, era o sinal que a atração da noite estava para adentrar ao palco, muito antes do previsto no ingresso, que era 21h30, notava-se uma multidão ainda chegando ao estádio quando o mesmo se escureceu, luzes iluminavam o fundo do palco, como se fossem estrelas e um vídeo clipe tomou conta dos telões, com imagens do Eddie e Bruce murmurando, servindo de introdução para a faixa “Satellite 15... The Final Frontier”, faixa nova, mas muito cantada pelos fãs, a banda vem ganhando milhares de seguidores a cada ano que e surpreendentemente as vezes estas faixas novas, são mais cantadas que muitos dos clássicos.

A próxima é mais uma do cd novo “El Dorado” tom ou conta da multidão, em sua trilha veio “2 Minutes to Midnight” nos remetendo aos anos dourados da banda enquanto Bruce peia “Scream For Me São Paulo “ fala já tradicional do vocalista, a faixa foi cantada do começo ao fim, mas isto não é difícil de ver em um show do Maiden, com um lento começo e com Janick Gears dedilhando um violão preto “ The Talisman” era a próxima a agitar, um enorme pano de fundo com o Eddie do último lançamento decorava o palco neste momento, “Coming Home” é outra filha recente da banda, impressionante a vitalidade desses cinqüentões correndo pulando a todo momento, Bruce, Steve e Janick, demonstram sua tamanha a vontade de interagir com os fãs, Dave e Adrian como sempre são mais comportados, fazem o seu papel sem atrair muito o foco para eles.

“Dance Of Death” deu continuidade, o palco se escurece e se ouve o famoso riff de “The Trooper” um dos maiores clássicos do Maiden entrou em ação, como esperado um Bruce trajava um casaco parecido com o Eddie, na capa do single homônimo, até o momento foi o ápice do show, “The Wickerman” remeteu os mais antigos fãs ao ano de 2000 ao tão esperado álbum de retorno de Bruce Dickinson aos vocais do Iron Maiden, e trouxe com ela mais uma do mesmo ano, em português a cadênciada “Blood Brothers” Bruce neste momento antes de anunciá-la disse algumas palavras “amigos da Síria, Egito e Líbia, não importa onde vocês estiverem, se for um fã do Iron Maiden é da família, somos irmãos de sangue”, a ótima “When the Wild Wind Blows” foi a décima música a ser tocada.

Encaminhamos-nos para a parte final do show, de 1988 do espetacular álbum “Seventh Son of A Seventh Son” um clássico indiscutível “The Evil That Man Do”, chegou a hora do velho mascote tomar o palco para si, Eddie do Final Frontier adentra ao palco impondo sua grandeza, ao final todos gritam “Eddie, Eddie”, sem duvidas o ponto mais alto da noite foi na clássica “Fear Of The Dark” tirando todos de seus lugares literalmente, no momento da introdução Bruce estava no alto do palco, relembrando o famoso vídeo Live At Donington.

Do primeiro cd da banda”Iron maiden” trouxe uma surpresa aos fãs de São Paulo, pela primeira vez seria usado nesta turnê um Eddie inflável atrás da bateria de Nicko, e como diz o refrão “não importa onde você estive, Iron Maiden vai te pegar” encerrando assim a primeira parte.

No bis a banda voltou com a famosa voz de Barry Clayton, um dos pioneiros da televisão e rádio Inglesa, sim estamos falando de “The Number of The Beast” faixa de 1982 onde tudo começou para Bruce Dickinson, “Hallowed Be Thy Name” não poderia faltar no set, perfeita, preparando o terreno para o final da noite. Bruce grita pela enésima vez ”Scream For Me São Paulo”, o fim esta próximo chegou a hora da despedida e ficou ao cargo de “Running Free” impossível não viajar até 1985 com este som, ao lendário cd ao vivo “Live After Death” gravado no Long Beach Arena, e para deixá-la mais semelhante a versão original, a banda paralisa a música na metade e a estende por quase 9 minutos, interagindo com todos, Bruce apresenta membro por membro e a brincadeira prossegue e quando a música retorna ao seu andamento normal, é o fim.

A cada ano que se passa Bruce sabe como ninguém dominar e encantar uma platéia, sabendo que a cada nova visita ao Brasil as apresentações do Iron Maiden costumam reunir fãs de todas as idades e para muitos os shows da Donzela de Ferro são os primeiros de suas vidas. Estiveram presentes no Morumbi, aproximadamente 55 mil pessoas e a banda teve total controle da situação, Bruce se despede com a seguinte frase: “Nos vemos em Breve!”

Set List

Satellite 15… The Final Frontier
El Dorado
2 Minutes to Midnight
The Talisman
Coming Home
Dance of Death
The Trooper
The Wickerman
Blood Brothers
When the Wild Wind Blows
The Evil That Men Do
Fear of the Dark
Iron Maiden

Bis
Hallowed Be Thy Name
Running Free

quinta-feira, 24 de março de 2011

Richie Kotzen - 19-03-2011 - São Paulo - SP (Carioca Club)


Por Juliana Lorencini
Fotos por Juliana Lorencini

O guitarrista norte-americano Richie Kotzen, em sua recente passagem pelo Brasil, se apresentou neste último sábado, 19 de Março, na casa de shows Carioca Club em São Paulo. Kotzen que já havia feito uma apresentação, mas em versão acústica na semana anterior no Blackmore Rock Bar, também em São Paulo, desta vez fez uma apresentação elétrica, para a alegria de muitos fans que ainda preferem vê-lo plugado.

Às 18h40 sobe ao palco a banda brasileira Temppest, encarregada de abrir a noite e preparar o público para Kotzen, com um setlist menor do que ao que a própria banda previa, devido a falta de tempo, o Temppest mesclou entre canções novas que incluiu uma do novo trabalho e covers sendo elas uma em especial do Gotthard dedicada a participação do vocalista BJ, num recente tributo a Steve Lee que faleceu recentemente em um acidente de moto.

Então, as exatas 19hs, sobe ao palco Richie Kotzen acompanhado dos músicos o baterista Mike Bennet e o baixista Daniel Pearson, que já o acompanha a algum tempo, e esteve com Kotzen pelo menos em suas últimas três passagens pelo país. Quando as cortinas se abrem Kotzen e sua banda já estão apostos e começam com “Best of Times”, seguida por “Long Way From Home”, “Love Divine” e “Fooled Again”, “Faith” e “So Cold”.



Kotzen esboça suas tradicionais dançinhas e faz um show muito intimista apesar de desta vez não estar em uma casa tão pequena quanto as que costuma se apresentar. Outro detalhe é que Kotzen emenda uma música em outra, sem pausas para conversas com o público ou saídinhas do palo.

Um dos momentos mais aguardados e que é sempre motivo de expectativa é saber se Kotzen tocará algo relacionado a sua carreira no Mr. Big, já que isto não é um fato sempre presente em seu setlist, mas lembrando ainda que Kotzen já dividiu o palco com Eric Martin em uma de suas vindas ao Brasil, fazendo daquele um momento único para os fans que não esperavam pelo dueto. Desta vez para grande alegria do público em especial, a minha, “Shine” (Mr. Big) foi a escolhida!
Vem então “High”, “Stand” (Poison), “You Can't Save Me” e “Doing What the Devil Says to Do” que eu considero uma das melhores de toda sua carreira.

Kotzen indica o que seria o final do show com “Paying dues”, se despedindo de todos e anúnciando que aquela seria a última música da noite, mas para todos os fans habituais de seu show, sabíamos que haveriam mais algumas, alguns clássicos ainda estavam faltando. A banda se despede do público, mas em cerca de 2 minutos, me arrisco até mesmo a dizer que menos retornam com “Remember”, com toda certeza uma das baladas mais esperadas da noite. E enfim encerram com “Go Faster” quando Kotzen mais uma vez se dirige ao público de maneira discreta, agradecendo a presença de todos.

Para quem já conhece o guitarrista de longa data, sabe que seus shows normalmente tem esse ar mais fechado e que Kotzen não é muito de falar durante suas apresentações, mas confesso que neste ele estava mais quieto do que o de costume, porém algo é inegável, seu talento, a perfeição com que canta e toca são indiscutíveis. Mesmo sem dizer uma palavra Kotzen proporcionou a todos uma grande noite numa mistura na medida certa de blues e rock and roll, até o momento em que sua falta de carisma acaba se tornando um charme.

Setlist:
Best of Times
Long Way From Home
Love Divine
Fooled Again
Faith
So Cold
Shine (Mr. Big)
High
Stand (Poison)
You Can't Save Me
Doing What the Devil Says to Do
Peace Sign
Paying Dues
Remember
Go faster





quinta-feira, 17 de março de 2011

Mayhem e Taake - 11-03-2011 - São Paulo - SP (Carioca Club)

Por Leandro Cherutti
Fotos por Leandro Cherutti e Juliana Lorencini

Mayhem! Um nome com um passado sangrento, homicídio e satanismo fizeram parte de sua longa trajetória, uma banda com altos e baixos, amada por alguns e odiada por outros. É quase impossível alguém que goste de black metal, nunca ter se deparado com alguma história envolvendo este nome, pois bem, no último dia 11 de março deste ano, esta banda de Black Metal que gerou tanta polêmica nos primórdios dos anos 90, se apresentou pela segunda vez em 27 anos de blasfêmia, na cidade de São Paulo, nesta ocasião ao lado da também norueguesa Taake, liderada pelo vocalista Høest (ex-Ragnarok).

O evento teve seu início por volta das 19h15, com a banda brasileira ColdBlood,o público era muito pequeno, mas isto não desmotivou os cariocas que lançaram ao ar,o seu venenoso Death Metal.Pontualmente as 20 horas, um breve silêncio nos PA’s chegou a hora do Taake fazer sua estréia em solo brasileiro, as cortinas se abriram e Tundra (guitarra), Aindiachal (guitarra), V'gandr (baixo) e Thurzur (bateria) já estavam apostos em palco, todos devidamente trajados no melhor estilo Black Metal, mas ainda faltava um, o grande nome e líder da banda, Høest, que segundos depois deu o ar da graça, coberto pela bandeira da Noruega, dando o ponta pé inicial com a faixa “Tykjes Fele” um clássico da banda, a próxima a ser desferida foi a cadênciada e intensa “Umenneske”, Høest, possui um vocal forte e agressivo, muito parecido com o obtido em estúdio, ele as vezes parecia estar em outra dimensão, com uma encenação perfeita, em seus olhos lentes de contato brancas que o deixava com um olhar vago. A banda ainda executou as longas "Hordalands Doedskvad I” e Hordalands Doedskvad III“ do álbum de 2008 entitulado Taake veio “Doedsjarl” e a música que foi um dos pontos altos da noite, a contagiante Nattestid ser porten vid I”, com um setlist curto porém forte, a horda demonstrou todo o seu poder, perante um público um pouco mais aproximadamente 250 pessoas.

Um breve intervalo, hora dos fãs respirarem, comprar algo no bar e se preparar para a grande atração da noite, às 21 horas, Morpheus (guitarra), Hellhammer (bateria), Necrobutcher (baixo), Teloch (guitarra) e Attila Csihar (vocal) assumiram suas posições no palco, Attila era o único membro caracterizado da banda, trajava uma vestimenta parecida com uma batina, toda manchada de sangue na região do Torax,em seu peito um enorme crucifixo invertido e em uma das mãos, possuía uma forca e algo parecido com um defumador usado pela igreja católicas. A banda começou o seu set de músicas com a excelente “Pagan Fears “ do cd De Mysteriis Dom Sathanas e “Ancient Skin” do Ep Wolf's Lair Abyss. O que me chamou atenção, foi a forma calma e serena que o baixista Necrobutcher conduzia o seu instrumento,”Cursed In Eternity” foi mais uma lembrada na noite, faixa que originalmente foi gravada por Euronymous (Øystein Aarseth), na seqüência veioA Time To Die” e logo atrás “View From Nihil” som que entrou na compilação European Legion ,ainda tivemos lenta “Illuminate Eliminate” do último álbum “Ordo Ad Chao” .

O grandalhão vocalista é uma atração a parte no palco, por diversas vezes se batia com corda a mesma utilizada para a forca além uma atuação teatral em sua apresentação, Hellhammer por sua vez, sempre muito preciso em sua bateria, e as guitarras de Morpheus e Teloch trabalharam em conjunto, mantendo o peso na sonoridade, um dos grandes clássicos da banda ” Freezing Moon “ levou todos ao delírio, fazendo com que todos cantassem o seu refrão, a intro ”Silvester Anfang deu a abertura para a lendária ”Deathcrush” de 1987, ”Buried By Time And Dust “ foi tocada de forma magistral, a banda também fez sua homenagem ao Brasil, com a música do Sepultura Troops Of Doom” , nesta hora no meio do público prestigiando o show estava Høest e logo mais ao lado o guitarrista da banda Belga Enthroned, Tzelmoth, com um setlist para muitos fãs fraco o Mayhem finalizou com “De Mysteriis Dom Sathanas” e “Pure Fucking Armageddon”, clássicos como “Funeral fog” e “Carnage” não se fizeram presentes no show, mas sem dúvidas o Mayhem cumpriu o seu papel, com um belo espetáculo. São Paulo teve mais um grande evento organizado pela Tumba Produções, uma pena os fãs não terem comparecido em massa.