sexta-feira, 22 de julho de 2011

JØRN - 10-07-2011 - São Paulo - SP (Carioca Club)

Por Juliana Lorencini
Fotos por Juliana Lorencini

O vocalista norueguês Jørn Lande, vem se destacando como dos nomes mais fortes do hard/heavy metal atual. Dono de uma voz inconfundível e atuando não só na banda que leva seu nome JORN como em diversos projetos bem sucedidos como Avantasia e Allen & Lande, além de gravar com bandas com Ark, Masterplan, Vagabond, entre outras.

Há muito tempo a vinda de Jørn Lande tem sido cogitada, eu pessoalmente admito que estava muito ansiosa para vê-lo no palco tocando as músicas do JORN, apesar de já tê-lo visto em outros momento, como por exemplo compondo o elenco do Avantasia, aquela foi apenas uma prévia para o que Jørn Lande realmente poderia mostrar aos fãs.

A apresentação aconteceu num domingo, nesse mês de Julho, 10, na casa de show Carioca Club.

O set list escolhido para essa segunda apresentação foi praticamente o mesmo da noite anterior, apenas “Are You Ready to Rock?”, foi adiciona. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, assim como muitos fãs que esperavam por algo a mais, já que se tratava apenas do JORN, mas nada que tenha tirado o brilho da banda ou diminuído a empolgação dos fãs.

A banda que acompanha o vocalista nessa turnê é Willy Bendiksen (bateria), Tore Moren (guitarra), Tor Erik Myhre (guitarra) e Nic Angileri (baixo). Que tem uma presença de palco e carisma notáveis pelo público, brincando e sempre sorrindo, além de serem extremamente eficazes e fazerem com o JORN soe tão pesado ao vivo quanto em estúdio.

Com uma mistura de Hard Rock e Metal pesada que beira a perfeição se compara até mesmo aos trabalhos de estúdio, é inegável que Jørn Lande ao vivo prova o porquê tem sido considerado um dos melhores cantores do gênero da atualidade.

JORN sobe ao palco e mais uma vez abre com “Road of the Cross”, essa também é a primeira faixa do mais recente álbum de inéditas “Spirit Black”, pesada e cadenciada é seguida por “Shadow People” e uma das que também gosto muito em “Spirit Black” a ótima “Below”.

O público se acompanhando Jørn Lande que mesmo sem conversar tanto, abre sempre um sorriso, ou até mesmo como é costume do vocalista, faz uma pose especial para todos os fotógrafos ali de plantão, mesmo que os mesmos não sejam especificamente da imprensa, muitos fãs saíram do show com suas fotos sendo únicas, enquanto o vocalista posava para cada uma delas.

Temos então, “Promises”, “World Gone Mad” e a tão aguardada “We Brought the Angels Down”, que já estava sendo pedida pelos fãs desde o começo da apresentação. Após esta, “The Inner Road” e “Man of the Dark”.

Chega então o solo de bateria, Willy Bendiksen demonstra durante sua exibição ter alguns problemas com a iluminação que afetava diretamente seu instrumento, muito incomodado ele faz uma pausa e conversa com o técnico responsável apontando para o público e dizendo que os mesmos estavam esperando por ele. E estes não deixaram de corresponder ao baterista o aplaudindo.

Na volta, “Soul of the Wind”, “Are You Read to Rock?”, que foi a única alteração do set list, muito bem recebida pelo público já que se trata de um dos clássicos da carreira do JORN, e fez com que todos literalmente tirassem os pés do chão e por último “Lonely Are the Brave”

Para o bis que não demorou muito a acontecer, a belíssima “Song for Ronnie James”, na qual Jørn Lande demonstra ficar muito emocionado em cantar e o mesmo acontece com os fãs, o cover de DIO “Rainbow in the Dark”, que já era também aguardado e por encerrando a noite “War of the World”.

Ao final do show, Jørn Lande ainda desceu entre um espaço que havia entre o palco e o público e fez questão de cumprimentar a todos que conseguiam chegar até ele, por alguns momentos achei que ele seria engolido pelos fãs e levado até a pista, mas mesmo assim, o vocalista fez questão de estar próximos aos fãs e ouvir de muitos o agradecimento pela noite.

A vinda do JORN ao Brasil, para muitos, inclusive para mim, era algo muito distante de acontecer, e vê-lo ali tão próximo foi uma sensação inigualável. Um ótimo show com uma excelente qualidade técnica, além de uma banda extremamente receptiva aos fãs. A combinação perfeita para que fique guardada na memória de todos que estiveram por lá.

Set List JORN

Road of the Cross
Shadow People
Below
Promises
World Gone Mad
We Brought the Angels Down
The Inner Road
Man of the Dark
Drum Solo
Blacksong
Soul of the Wind
Are You Read to Rock?
Lonely Are the Brave

Bis
Song for Ronnie James
Rainbow in the Dark (Dio)
War of the World




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mr. Big e Jorn - 09-07-2011 - São Paulo - SP (Credicard Hall)

Por Juliana Lorencini
Fotos por Juliana Lorencini

O Mr. Big se apresentou em São Paulo no último dia 09 de Julho, o show que aconteceu no HSBC Brasil contou com a abertura da banda norueguesa Jorn, que leva o nome de seu vocalista Jørn Lande. Para a alegria dos fãs de hard rock após 13 anos, o Mr. Big estava de volta e fez uma bela apresentação com a casa cheia!

Jorn subiu ao palco pontualmente as 21h, a banda norueguesa do vocalista Jørn Lande (Masterplan, Ark, Avantasia, Allen & Lande, entre outros), mostrou que a Noruega não é feita somente de bandas black metal, Jorn tem sido considerado um dos melhores vocalistas do hard/metal atualmente, o que confesso, concordo plenamente. Tenho que admitir que tinha uma enorme expectativa em vê-lo ao vivo, cantando músicas de sua carreira solo.

Aos poucos Willy Bendiksen (bateria), Tore Moren (guitarra), Tor Erik Myhre (guitarra) e Nic Angileri (baixo) sobem ao palco, e em seguida Jorn Lande. O público bastante animado recebe o vocalista que abre o show com “Road of the Cross”, carismático Jørn consegue logo empolgar a todos. Apesar de seu repertório passar bem longe do que a maioria do público ali presente esperava ver, levando em consideração a ansiedade maior do mesmo era pelo Mr. Big e seu hard rock, Jørn Lande faz uma excelente apresentação com altíssima qualidade técnica e uma ótima presença de palco.

Com músicas mais pesadas e a excelente atuação vocal de Jørn Lande, aos poucos o público começa a se familiarizar mais com a banda. Jorn mesclou faixas do seu trabalho solo como “Below”, “Promises", World Gone Mad” e “We Brought the Angels Down”, passou pela belíssima “Song for Ronnie James” composta para Ronnie James Dio, em um álbum que o vocalista dedicou a Dio, e encerrou com um cover do mesmo “Rainbow in the Dark” e foi acompanhado por todos, além de “War of the World”.

O Mr. Big não demorou muito para entrar em cena, os fãs que aguardavam ansiosos pela banda, mal podiam acreditar quando Eric Martin (vocal), Paul Gilbert (Guitarra), Billy Sheehan (baixo) e Pat Torpey (bateria) começaram os primeiros acordes de “Daddy, Brother, Lover, Little Boy”. A partir daí não foi difícil imaginar o que estaria por vir. Com um repertório repleto de clássicos mesclando com algumas músicas do novo álbum What If. O Mr. Big conseguiu corresponder a todas as expectativas criadas sobre o tão aguardado retorno da banda ao país.

Passando por clássicos como “Green-Tinted Sixties Mind”, “Alive And Kickin'” e até a bela balada “Just Take My Heart”, que foi cantada em uníssono pelo público, Eric mostra que ainda está em plena forma, o vocalista se movimenta o tempo todo sob o palco e não deixa de interagir um só minuto com os fãs. Para os fãs mais virtuosos Paul esbanja simpatia e faz caras e bocas ao solar, a dupla Paul Gilbert Billy Sheehan na verdade trabalha muito bem ao vivo junta.

Na seqüência temos “Price You Gotta Pay”, “Take A Walk” e as novas “American Beauty”, “Still Ain't Enough for Me”, “Once Upon A Time”, “As Far As I Can See” e “Around the World”. O novo álbum do Mr. Big tem sido considerado uns do melhores lançamentos do ano pela crítica especializada, e uns dos mais completos da carreira do Mr. Big, os fãs não somente puderam conferir isso ao vivo como aprovaram, indicando que What If, funciona muito bem no palco.


Para o bis, que foi um pouco mais do que o esperado, mas que obviamente para os fãs nunca será de menos, a tão aguardada “To Be With You”, seguida por “Colorado Bulldog”, as inesperadas “Smoke On The Water” (Deep Purple cover ) e encerrando com “Shy Boy” (David Lee Roth cover).

Apesar do grande espetáculo proporcionado pelas bandas Mr. Big e Jorn, alguns contratempos impediram que a noite fosse fechada com chave de ouro. A imprensa que estava responsável por cobrir o show foi subitamente removida do seu local indicado após o solo do Paul Gilbert, impedindo que o trabalho fosse realizado de forma correta ou até mesmo finalizado. No hall de entrada do HSBC era notável o número de pessoas sendo conduzidas ao ambulatório, como a casa estava completamente lotada, a impressão que tive é que não havia espaço ou suporte o bastante para tantas pessoas reunidas num mesmo local de forma adequada.

Set List JORN

Road of the Cross
Shadow People
Below
Promises
World Gone Mad
We Brought the Angels Down
The Inner Road
Man of the Dark
Drum Solo
Blacksong
Soul of the Wind
Lonely Are the Brave

Bis
Song for Ronnie James
Rainbow in the Dark (Dio)
War of the World

Set list MR. BIG

Daddy, Brother, Lover, Little Boy
Green-Tinted Sixties Mind
Undertow
Alive And Kickin'
American Beauty
Take Cover
Just Take My Heart
Once Upon A Time
A Little Too Loose
Road To Ruin
Merciless
Paul Gilbert Guitar Solo
Still Ain't Enough for Me
Price You Gotta Pay
Take A Walk
As Far As I Can See
Around the World
Billy Sheehan Bass Solo
Addicted To That Rush

Bis
To Be With You
Colorado Bulldog
Smoke On The Water
Shy Boy

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Týr: Entrevista com o vocalista e guitarrista Heri Joensen

Por Juliana Lorencini
Fotos Kristfríð Tyril/Bárður Eklund

O Týr desembarca pela primeira vez no Brasil nesse mês de Julho, para realizar três shows pelo país, na divulgação de seu novo álbum “The Lay Of Thrym”. A banda passará por Belo Horizonte (29/07 - Music Hall BHZ), São Paulo (30/07 - Estúdio M) e Curitiba (31/07 - Music Hall).

O Metal Revolution conversou com o vocalista e guitarrista
Heri Joensen, que falou sobre a vinda da banda ao país, o novo álbum e mais algumas curiosidades.

O
Týr é formado por Heri Joensen (vocal/guitarra). Terji Skibenæs (guitarra), Gunnar H. Thomsen (baixo) e Kári Streymoy (bateria). E é atualmente um dos principais nomes do Folk/Viking Metal Mundial.

A entrevista com Heri, você confere abaixo.

Metal Revolution - Mesmo sabendo que no início vocês não tinham a intenção de se tornarem uma banda atualmente classificada como Folk/Metal, como você acha que isso se deu?

Heri Joensen - Unimos música escandinava tradicional com metal, e isso é provavelmente uma ótima idéia para nos chamarem de Folk Metal. Quando nós começamos, não estávamos cientes dessas subdivisões do metal tais como Viking ou Folk, e não sabíamos que seriamos colocados na mesma caixa como bandas que nós musicalmente não tínhamos nada em comum.

MR - O nome Týr por ser um nome vindo da mitologia nórdica, será que o mesmo não contribuiu para que a banda fosse ligada ao viking/folk/metal? Como foi essa escolha?

HJ - Sim, definitivamente. Não estávamos cientes da cena Viking Metal quando escolhemos o nome da nossa banda, mas imediatamente nos ligaram a outras bandas que eram chamadas bandas Viking Metal, mesmo se não soávamos como elas.

MR - Vocês já participaram de grandes festivais, em especial um que considero bem inovador o 70,000 Tons of Metal, junto com outras bandas dos mais variados estilos de metal num cruzeiro. Como foi a experiência de tocar em alto mar? E ainda falando em turnês, qual a expectativa de vocês para a turnê brasileira já que está é a primeira vez que vocês vêm ao país?

HJ - É difícil saber o que esperar, mas nós certamente esperamos ver muitas pessoas nos shows. Temos ouvido que o povo brasileiro é muito entusiasmado, e isso é bom quando estamos tocando. Nenhum de nós nunca esteve na América do Sul antes, então não sabemos como é lá.

MR - Você acredita que a mudança de gravadora da Tutl das Ilhas Faroe para Napalm foi essencial, não para torná-los mundialmente conhecidos, o que vocês já eram, mas para fazer com que alcançassem um público ainda mais distante até mesmo aqui na América do Sul de forma mais eficaz?

HJ - Sim. A Napalm tem muito mais promoção do que a Tutl, e é uma organização maior, então isso certamente ajudou nosso desenvolvimento e o aumento da popularidade.

MR - O último álbum do Týr de estúdio é “The Lay Of Thrym”. Como tem sido a receptividade do mesmo por parte da crítica e dos fãs?

HJ - Muito boa. Na verdade, a melhor de longe. Eu tenho ouvido mais pessoas do nunca, elas dizem que não gostavam do Týr antes de ouvir esse álbum.

MR - Conte-nos um pouco como foi à composição e produção de “The Lay Of Thrym”.

HJ - Nós escrevemos as músicas à distância. Vivemos muito longe e ensaios freqüentes não são possíveis. Escrevemos a música principalmente no GuitarPro e enviamos os arquivos entre nós. Eu também gravo algumas demos baseadas nisso.

MR - Quem normalmente é o responsável pelas artes de capa do Týr e em relacionar a temática do álbum com a ilustração?

HJ - Para esse álbum o húngaro Guyla Havancsák na Hjules Design and Illustration fez a arte da capa. Ele também fez a arte para o nosso último álbum. Para o álbum Lande Ingo Römling da Alemanha fez a arte, e o Finnish Jan Yrlund da Darkgrove fez a arte para todos os nossos lançamentos na Napalm antes disso.

MR - Além do Týr vocês mantêm alguns projetos paralelos. Como fazem para conciliá-los com a banda? Como se dá o projeto de composição para os mesmos? Vocês compõem para cada um em específico ou de acordo como ficam as músicas vocês as destinam para onde mais a mesma se enquadra?

HJ - Não é difícil conciliar dois projetos. Há tempo de sobra para escrever e outras coisas. Quando tenho uma idéia, eu normalmente sei imediatamente se isso é Týr ou Heljareyga. É muito diferente a forma de compor. Mas o trabalho é feito da mesma forma. A longa distancia e com GuitarPro.

MR - A mitologia nórdica vem sendo utilizada como tema central pelas bandas de Folk Metal, que se utilizam não só de letras escritas em inglês como em idiomas nórdicos. Você acredita que a utilização não somente do inglês nas letras é algo que contribui para o reforço dessa temática?

HJ - Quando nós tocamos músicas tradicionais isso é apenas natural usar a linguagem como elas são originalmente em norueguês, dinamarquês, das Ilhas Faroé e islandês, e acho que isso dá algo a mais para o clima da música. Mas isso não é feito para trazer mais um tema mitológico. Isso é feito porque é a linguagem original das tradições e assuntos.

MR - O Metal Revolution agradece pela entrevista. E eu gostaria que vocês deixassem um recado para os fãs brasileiros.

HJ - Por favor, venham aos nossos shows e comprem nossos cds. Vejo vocês em breve e vamos nos divertir :-)


English Version

Metal Revolution - Even knowing that in the begin you didn’t have the intention to become a band nowadays classified like Folk/Metal, how you think it happened?

Heri Joensen: We fuse traditional Scandinavian music with metal, and that's probably a very good reason for calling us Folk Metal. When we started we were not aware of these subdivisions of metal such as Viking or Folk, and we didn't know that we'd be put in the same box as bands that we musically had nothing to do with.

MR - The name Týr came from the Norse mythology, it contributed to the band be connected to the viking / folk / metal?

HJ: Yes, definitely. We were not aware of the Viking metal scene when we chose the name for our band, but that immediately connected us to other bands who were called Viking Metal bands, even though we didn't sound like them.

MR - You already played in great festivals, in special one that i consider very innovator, the 70,000 Tons of Metal, you played together with other bands of more different metal genres in a cruise. How was the experience of playing on the seas? Still talking about tours, what is the expectation to the Brazilian tour already that is the first time which you come play here?

HJ: It's hard to know what to expect, but we certainly hope to see a lot of people at the shows. We've heard that the Brazilian crowd is very enthusiastic, and that's always good when playing. None of us have ever been to South America before, so we don't know what it's like there.

MR - Do you believe that changing the label Tutl Faroese to the Napalm was essential to make them known worldwide, that you already were, but to make you achieve a new public more farther yet even here in South America more effectively?

HJ: Yes. Napalm has a lot more promotion than Tutl, and it is a bigger organization, so that certainly helped our development and the increase in popularity.

MR - The last Týr’s studio album is “The Lay of Thrym”. How has been the receptivity of the press and fans?

HJ: Very good. Actually the best so far. I've heard more people than ever people say that they didn't like Týr before they heard this album.

MR - Tell us a bit about how was the composition and production of “The Lay of Thrym”.

HJ: We write music long-distance. We're living very far apart and regular rehearsing is not possible. We write music on GuitarPro mostly and send the files between us. I also record some demos based on that.

MR - Who normally is the responsible by the Týr’s cover arts and connect the album thematic with the illustration?

HJ: For this album the Hungarian Guyla Havancsák at Hjules Design and Illustration did the artwork. He also did the artwork for our last album. For the Land album Ingo Römling from Germany did the artwork, and the Finnish Jan Yrlund at Darkgrove did the artwork for all our releases on Napalm before that.

MR - Besides Týr you keep some side projects. How do to reconcile them with the band? How is the composition project for them? You make up for each one in particular or according as the songs get you intended the most appropriate for where it fits?

HJ: It's not that hard to reconcile two projects. There's plenty of time to spare even for songwriting and other stuff. When I get an idea I usually know immediately if it's Týr or Heljareyga. It's a very different way of songwriting. But the work is done in the same way. Long-distance and with GuitarPro.

MR - Norse mythology has been used as a central theme of folk metal bands, which use not only of lyrics written in English languages as Nordic languages​​. Do you believe that not only the use of English in the lyrics is something that contributes to the enhancement of this theme?

HJ: When we play traditional songs it's only very natural to use the language they were originally in, Norwegian, Danish, Faeroese or Icelandic, and I guess that gives something to the mood of the music. But it's not done to bring out a more mythological theme. It's done because it's the original language of the traditionals and the subject.

MR - Thank you for the interview. And I would like to ask you to leave a message for the Brazilian fans.

HJ: Please come to our shows and please buy our albums. See you soon everybody, and let's all have a great time :-)

Entrevista realizada por Juliana Lorencini para o Portal Metal Revolution